La paradoja de la preparación ante el COVID-19 Efectividad delos instrumentos nacionales de gestión de desastres en Brasil
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Resumen
Este artículo examina la efectividad de los instrumentos nacionales de gestión de desastres disponibles en la legislación brasileña antes del COVID-19, y se pregunta en qué medida orientaron a los gestores públicos ante un desastre sanitario. Mediante un análisis documental cualitativo de leyes federales, enmiendas constitucionales, decretos y ordenanzas ministeriales promulgados entre 1988 y 2020, y con el modelo NATO de Hood (1983) y la distinción procedimental-sustantiva de Howlett (2011), evalúa la capacidad del marco normativo para orientar la gobernanza multinivel durante una emergencia de salud pública. Los instrumentos procedimentales operaron frecuentemente como “documentos de fantasía”, transfiriendo la carga operativa a los gobiernos subnacionales, mientras que la inflexibilidad de los instrumentos sustantivos y las fallas políticas de coordinación fragmentaron severamente la gobernanza multinivel. Brasil estaba burocráticamente preparado a nivel nacional pero operativamente despreparado a nivel local: una paradoja de la preparación que ofrece lecciones críticas para los sistemas descentralizados, donde el fracaso de los instrumentos normativos nacionales obliga a los municipios a la improvisación distribuida y la colaboración interorganizacional.
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